Review: Avatar

Nesta quarta (16) fui a pré-estreia de Avatar com o @froio do puropop.com.br com convites cedidos pela LG no twitter no shopping Eldorado.

Minha expectativa não era grande. Não havia curtido as fotos que vi na net e nem me empolgou o trailer, mas o filme me surpreendeu, conseguiu ser pior do que eu imaginava.

Avatar é uma criação de James Cameron, que, conforme ele mesmo diz, demorou mais de 15 anos para ser feito, ele queria bater de frente com Star Wars e o resumo é nada mais do que clichês e falta de inovação.

A história, para quem não conhece, é basicamente a mesma de sempre (para ver a sinopse completa entre no link do site). Um fuzileiro todo ferrado, nesse caso aleijado, sem futuro, entra em um programa chamado AVATAR, que consiste em controlar um corpo criado em laboratório numa mistura de DNA dos nativos e dos humanos e como o irmão gêmeo do Jake (o protagonista) morreu, ele iria trabalhar no seu lugar, mas como em todo filme ele é rejeitado por todos na base militar e mais para frente, na aldeia também.

Como já disse, o clichê é o que não falta, além de ser rejeitado, o temos como o novo integrante da equipe que age primeiro e pensa depois, depois. Faz o papel de traira que se infiltra como quem não quer nada but obedecer ordens. O general faz o papel de diabo oferecendo uma cirurgia para o soldado da Teleton caso ele cumpra as ordens sem questionar. Depois que se infiltra, ele acaba gostando de viver com os nativos e cada vez mais perde sua identidade humana e muda sua visão quanto a nova cultura e valores. Se apaixona pela filha do líder que já está prometida e deverá ser a matriarca/xamã da tribo AND come ela, arrumando problema com todo mundo e sendo obrigado a ficar (tipo casado) com ela para vida toda. Ele passa pelos ritos de crescimento de um guerreiro, aprende a voar na banshee (um pássaro tipo pterodáctilo), é aceito pela comunidade, luta contra o general pra provar que os nativos são do bem. É apresentado como traidor dos nativos quando revela a historia, um monte de gente morre. Ele enfrenta o animal mais temido de todo o planeta, vence, reune todos os clãs, vence os humanos e com a ajuda da mãe natureza, muda do corpo humano pro dos nativos.

Ops, contei o filme!

O filme é nada mais do que a exata historia do Ultimo Samurai, com as aeronaves humanas do Halo (o chamado Pelican), para infantaria os MechWarriors, a fauna da fase Felucia do Star Wars Force Unleashed (inclusive a cena da arvore com uma espiral no meio, tem nessa missão). O general é a cara do Chip Hazard, chefe dos soldados bonecos de Small Soldiers. Até Madagascar foi referência aqui, quando começa a seção de umbanda, só faltou o matriarca cantar “i like to move it, move it”. A cena dos rinocerontes que saem destruindo tudo igual ao Jumanji no final, conceito de matrix, mas em uma realidade REAL (hã? hã? entendeu a piada?) e não virtual. No final aparece também uma luta da filha do chefe contra o pacato, o gato guerreiro do He-man, na versão alien. E sem esquecer que os Na’vis (a raça nativa) são uma verdadeira mistura de Thundercats com smurfs em versão esticada (que foi motivo de satira em um ep de South Park).

Mas as duas coisas que mais me irritaram foi o cabelo USB deles e a trilha sonora no final, PQP. O cabelo é escroto, sei lá, uma versão frustrada de algo tipo a conexão neural da matrix, mas com uns tentáculos saindo do cabelo (tipo o flood do halo), e TUDO nesse mundo se conecta a o cabelo deles, desde o cavalo, a banshee e até a arvore. E p final, depois de ter uma, se não unica, cena beeem legal que foi a da batalha, começa a tocar Celine Dion. É brochante demais.

O @jrmoretti criou até uma chamadinha para quando o filme invadir a
sessão da tarde. O anúncio de Avatar na sessão da tarde seria: Este soldado foi escolhido para uma missão numa terra mágica, de aventuras e muita confusão.

Jake Sully encontrou criaturas especiais e vai enfrentar inimigos da pesada para conquistar o verdadeiro amor.

Pela primeira vez na televisão, Avatar. Com atores 3D.

O filme também não tem só partes ruins, os efeitos especiais são muito lindos, da para ver que a expressão facial está cada vez mais humana e detalhada, achei a batalha final muito boa e como sempre a lição de moral é que o ser humano não presta e destrói tudo o que toca.

Só aconselho você assistir em 4 situações:
1 – faça-o no Imax para ver em 3D
2 – Para agradar a namorada que gosta de coisinhas bunitinhas gutiguti.
3 – Se for de graça
4 – Se você é fag e gosta de Crepúsculo, esse é seu filme.

Resumindo, nas palavras do @jrmoretti, Avatar = Dança com os Smurfs.

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