DMZ – Todo dia é 11/9

“Todo dia é 11/9” – Pichação exibida na primeira edição da HQ.

Já faz um tempinho que eu leio essa HQ (baixo ela via HQ vertigem, porque demorou muito para sair no Brasil). Escrita por Brian Wood (que tem trabalhos com a Marvel em games como GTA, Max Payne e Manhunt) e com desenhos de Riccardo Burchielli/Wood, a DMZ significa Demilitarized Zone (Zona desmilitarizada). A história começou a ser publicada em novembro de 2005 e se passa num futuro próximo, no qual, depois de muito meter o dedo na guerra alheia, os EUA acabam com a sua própria, uma guerra civil que dividiu o país entre o governo e uma organização chamada Os Estados Livres (que aproveitou o fato de a maior parte do exercito estar lutando a guerra de outros países e ganhou terreno).

O movimento teve início em Montana, e propagou-se em direção ao leste, até chegar a Nova Iorque. Sem conseguir prosseguir, a ilha é declarada uma zona desmilitarizada e ambos os lados se retiram, uma vez que se encontram num impasse – o exército americano não conseguia retomar a ilha e os Estados Livres não conseguiam expulsar os esforços do exército.

A ilha foi bastante esvaziada, tendo restado apenas poucos mais de 400 mil habitantes – uma população composta basicamente de pessoas pobres que não foram evacuadas, snipers e militares perdidos. Wood chegou a descrever a Manhattan de DMZ como uma mistura de “partes iguais de Escape from New York, da Batalha de Fallujah e de Nova Orleans devastada pelo Furacão Katrina”.

Nesse cenário que aparece o protagonista Matthew Roth. Estagiário de jornalismo, o “filhinho de papai” trabalha no governo e foi o responsável pelo acesso a DMZ para acompanhar o repórter mais chato/fdp de todos que iria cobrir uma matéria em campo. Mas como para estag toda castigo é pouco, eles desembarcam na hora em que está rolando uma batalha contra os insurgentes, deixando somente Matt vivo e sem nenhuma malícia de como sobreviver no mundo de gente grande.

É nesse contexto que a história se desenvolve. O personagem amadurece, ganha confiança da população, vira um jornalista correspondente em campo e mostra uma visão critica do governo dos EUA muito show. Não é uma HQ só de violência, ela trabalha muito o tema político e o psicológico das pessoas que decidiram permanecer em seus lares e sobrevivem na cidade sem lei.

As histórias estavam sendo publicadas pela Pixel, mas nem sei como estão, e pelo HQ Vertigem da para acompanhá-las até o nº25 (Para quem não conhece o blog, o pessoal trabalha muito duro scaneando, traduzindo, rediagramando e disponibilizando o conteúdo GRATUITAMENTE. Vale à pena acompanhar o trabalho e dedicação deles).

E a série não se limitou ao território americano: no dia 23 de fevereiro de 2007 o Sargento Ford, responsável por uma unidade do exército no Iraque, enviou um e-mail a Brian Wood informando que sua encomenda de edições de DMZ havia chegado ao outro lado do globo. Ford as distribuiu entre seus soldados e o feedback foi muito positivo.

Abaixo algumas imagens:

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